Mesinha com café, notebook e livro não é errados ser feliz

A resenha de hoje traz uma comédia romântica, da escritora americana Linda Holmes, que aborda temas como: amizade, traumas, abusos e recomeços. O livro conta com histórias comoventes, com diálogos naturais e comuns do cotidiano, fazendo com que o leitor se envolva nas vidas dos personagens Evvie Drake, Dean Tenney e Andy Buck.


Capa divulgação do livro nao é errado ser feliz

Sinopse: Em uma cidadezinha costeira do estado americano do Maine, Evvie Drake raramente sai de sua casa enorme e vazia, mesmo um ano após a morte do marido. Todos na cidade, inclusive Andy, seu melhor amigo, acreditam que ela fica trancada ali porque ainda está em processo de luto — e Evvie certamente não faz nada para mudar essa impressão. Já em Nova York, Dean, ex-arremessador profissional e amigo de infância de Andy, vive o pior pesadelo de um atleta em sua posição: não consegue mais arremessar e, o pior de tudo, não faz ideia do motivo. Enquanto a imprensa trata de cobrir seu fracasso com uma insistência voraz, o convite de Andy para que passe um tempo no Maine parece a oportunidade perfeita para recomeçar. Quando Dean se muda para o apartamento anexo à casa de Evvie, os dois fazem um acordo: ele não fará perguntas sobre o ex-marido dela, e ela não vai perguntar sobre a carreira dele no beisebol. Mas na vida, como no esporte, tudo pode mudar, até o último segundo. E assim tem início uma inesperada amizade... com potencial de se tornar algo mais.

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Não é errado ser feliz narra a história de Evvie Drake  uma jovem viúva que viveu um casamento conturbado e, após a morte do marido, não consegue demonstrar o quanto foi infeliz, com o homem que era admirado pela sociedade, portanto se isola em sua enorme e linda casa, na pequena cidade costeira Maine, nos Estados Unidos. Enquanto todos na cidade pensam que Evvie se tornou uma reclusa devido ao luto. Mas a verdade é completamente diferente. Este é um ponto extremamente relevante no livro, pois traz um tema bem profundo e atual que é o abuso emocional. Relacionamentos, aparentemente, maravilhosos ao olhar do outro, porém, dentro do lar, na relação a dois, a situação muda completamente de figura.


Ela foi até o anexo, agora totalmente vazio de novo, e entrou no banheirinho. Abriu o armário e pegou a luva de beisebol preta com cadarços rosa. Havia um post-it na palma.

Vá ser incrível, campeã.

 


Enquanto isso, em Nova York, o jogador de beisebol Dean Tenney, arremessador dos Yankees, tem sua vida estampada nos jornais, pois sem motivo algum e  aparente, simplesmente e derrepente, não consegue mais arremessar a bola. E, exatamente,  para fugir dos holofotes negativos da imprensa ele decide passar um tempo recluso em uma cidade pequena, ao aceitar o convite de seu amigo da adolescência Andy, que se encarrega de encontrar o local adequado para Dean se refugiar, o anexo da casa de Evvie. O que fazer da vida quando tudo que era pra dar certo, de um dia para o outro, começa dar errado? Uma vida profissional amada que, deixa de existir, sem ao menos, ter uma explicação do porquê está acontecendo. São questionamentos irrespondíveis, como as demonstradas na vida de Dean, que muitos na vida real costumam fazer a si mesmo, diante de situações inexplicáveis, pelas quais tenta superar e obter uma segunda chance.


Eu sou o único, sabe? Sou o único que sabe que eu fiz tudo... tudo que era possível e imaginável, tudo o que me mandaram fazer. Vou passar o resto da vida ouvindo as pessoas dizerem que não me esforcei o suficiente.


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Evvie e Andy são dois grandes amigos, uma daquelas amizade que vai além do tempo, essa relação é bem fundamentada na narrativa, trazendo acontecimento corriqueiros entre amigos que se amam, mas que às  vezes se desentendem, se chateiam, se detestam momentaneamente, mas o elo do amor na amizade verdadeira sempre prevalece, independente das circunstâncias. 


Não faço a menor ideia do que fazer agora.

Andy colocou o braço em torno do ombro dela, e Evvie se recostou nele.

— Está tudo bem. Estou do seu lado. Você vai descobrir.


O livro com capa e título fofinho é completamente diferente do imaginado, pois, traz  histórias não tão fofinhas assim, já que está abarrotado de temas complexos. Todavia, apesar da carga pesada e  dramática, a autora trata tudo com muita sutileza, o que deixa a trama envolvente, sensível, delicada e apaixonante. Não é errado ser feliz possui uma narrativa simples de acompanhar, traz a divisão de capítulo de acordo com as estações do ano, pontuado cenários e hábitos triviais para cada época. Além, de proporcionar ao leitor questionar sobre seus próprios medos interiores, qual a melhor forma de lidar com os acontecimentos inesperáveis da vida e o que fazer para superá-los, pois não é errado ser feliz.


Título: Não é errado ser feliz

Autora: Linda Holmes

Editora: Intrínseca (1ª Ed 2020)

Páginas: 304

 


Trechos do livro

“Sua cabeça é a casa onde você mora, então precisa cuidar da manutenção.”

[...]

Se sua cabeça realmente era a casa onde vivia, Evvie tinha cada vez mais medo de que caminhar por ela, pisando nas tábuas do assoalho, abalando as vigas, fizesse tudo desabar sobre a laje de concreto.

 

Eu sinto que deveria ser capaz de resolver tudo isso. É o que digo a mim mesma, sabe?

Recomponha-se. Você não está morrendo de fome, tem amigos, então simplesmente... dê um jeito na sua vida.

 

A tristeza vivia nas paredes como um fantasma, e era hora de se livrar dela.


Dean, eu não queria que você conseguisse arremessar porque isso significaria que você era o suficiente. — Eles olharam um para o outro. — Eu queria que você conseguisse arremessar porque isso significaria que eu era o suficiente.


Há muitas coisas que são tiradas de nós — disse ela.

— Eu sei. Eu sei. Mas isso acontece mesmo quando você tenta devolver tudo antes. A única coisa que podemos fazer é desejar que, no fim das contas, tenhamos o suficiente.

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