Artigo bilinguismo

Introdução 

Este artigo tem por finalidade discorrer sobre o bilinguismo e as dificuldades encontradas para inserir essa metodologia nas instituições de ensino, visando ampliar o desenvolvimento educacional, familiar e social da criança surda. Para a realização desta investigação foi utilizada a pesquisa bibliográfica 
como: leitura de livros, artigos, e sites, que forneceram conteúdos necessários para 
à captação dos fatos. 


Diante das dificuldades enfrentadas, desde o reconhecimento da Libras como segunda língua oficial do Brasil até os dias atuais, é perceptível o quanto ainda persistem obstáculos para melhorar o ensino na educação inclusiva dos surdos e o quanto a proposta bilíngue pode contribuir para o crescimento edesenvolvimento da criança surda, ampliando seu campo de aprendizagem visando não adaptar a criança a escola, mas a escola se adaptar à criança


De grande importância também é que os profissionais sejam fluentes em língua de sinais que percebam que o campo de aprendizagem do surdo é visual-espacial, necessitando do ensino/aprendizagem com a língua de sinais a L1 e a língua Portuguesa como L2. O contato entre os mudos surdo/ouvinte necessita do conhecimento da língua de sinais, exatamente como descreve Quadros (1997, p.115):

A voz dos surdos são as mãos e os corpos que pensam, sonham e expressam. As 
liń guas de sinais envolvem movimentos que podem parecer sem sentido para muitos, mas que significam a possibilidade de organizar as ideias, estruturar o pensamento e manifestar o significado da vida para os surdos. Pensar sobre a surdez requer penetrar no “mundo dos surdos” e “ouvir” as mãos que, com alguns movimentos, nos
dizem o que fazer para tornar possiv́el o contato entre os mundos envolvidos, requer conhecer a “liń gua de sinais”. Permita-se “ouvir” essas mãos, pois somente assim será possiv́el mostrar aos surdos como eles podem “ouvir” o silê ncio da palavra escrita. ( QUADROS, 1997, p.115)

Assim sendo, este processo bilíngue, introduz a interdependência da criança surda, envolve tanto aquele que ensina quanto aquele que aprende, abrangendo as comunidades surdas e ouvintes, em que as metodologias de aprendizagem não se ampliam na individualidade do aluno, mas em um contexto de intercâmbio social, dentro e fora da sala de aula, de forma que as transformações educacionais, familiar e sociocultural possam ser avaliadas neste processo de ensino.


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